
[Este texto possui zero de modéstia. ]
Eu sei e sou tanto de mim, como pessoa, mulher e escrava, que paira em mim uma certeza, uma legitimidade, uma integridade de SER, que esta legitimidade me transborda, em meus gestos e palavras, e aos olhos das pessoas.
De repente eu me vejo cercada de gente que me lê, e que muitas vezes nem tem coragem de botar a cara aqui pra fazer um comentário, e esta gente vem beber as minhas palavras, e não achando pouco uns dias depois eu vejo as minhas palavras por aí, na boca/posts de outras.
E um mundo de fantoches de mim por aí, dizendo as mesmas palavras do que eu. Dá pena desta gente que vem como se eu fosse o seu espelho, logo eu uma maldita, um quase contraponto ao universo BDSM. Porque não fiz este blog pra lamber o pé do meu Dono, até pq eu faço isso pessoalmente ;) , mas para dizer o que este universo e estas pessoas e estes acontecimentos são para MIM.
Gente que vem aqui tentar sugar a minha legitimidade, o meu absoluto - de ser quem eu sou, como se isso fosse de fato uma parte da vida dela. Mas isso não dura, porque é teatro. Mesmo com toda a força que vc queira que as minhas palavras sejam o reflexo da sua alma e dos seus desejos, nunca serão.
Eu sou fonte.
Não sou eu que com palavras vou te construir,a construção do que vc é, falando em integridade, não se dará aqui nas minhas loucuras, nas minhas verborragias, e sendo muito franca, nem aqui na net. Sorry.
Tudo o que eu sou eu fui atrás, a teoria não me basta, eu fui ARDER, eu sou moldada em sangue, cera de vela e couro de chicote, com gosto de corda e ballgag na boca.
Quer ser fonte, vá atrás, não é sentada aqui me lendo que vc vai ser moldada. ;)

